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A Evolução Histórica dos Trunfos Humanos

Acabamos de expor a nossa visão sobre a evolução histórica dos diversos Modelos, Sistemas e Regimes de Governo; mas, até então, sem falar sobre o comportamento do ser humano dentro de cada um deles. Evidentemente que todos os Modelos, Sistemas e Regimes de Governos foram soluções humanas que objetivaram a garantia da sobrevivência da espécie e a melhoria contínua do seu padrão de vida, melhoria esta traduzida em forma de mais conforto e mais segurança. No esforço da luta pela sobrevivência e pela melhoria do seu padrão de vida, seria natural esperar que os homens, devido às diferenças individuais, obtivessem resultados diferentes no trabalho. Isso foi o que sempre aconteceu e continuar á a acontecer na história da humanidade, enquanto perdurarem as diferenças individuais.

Nos primórdios dos tempos, quando em vigor o Sistema Primitivo, as diferenças individuais já se manifestavam, tanto no momento da cata de alimentos, como no momento da caça, da pesca, da guerra etc. Nessas horas, era a aptidão física quem definia o status ocupado pelos homens dentro da Pirâmide Social. Como a Pirâmide Social, de então, era circunstancial, circunstanciais também eram as posições sociais ocupadas pelos homens da época, de tal maneira que, no momento da cata, o status era conferido ao melhor catador; na hora da caça ao melhor caçador, e na pesca ao melhor pescador, do mesmo modo que na guerra, para o melhor guerreiro.

É ao instrumento definidor do status social conferido aos homens, dentro da Pirâmide Social, que decidimos chamar “TRUNFO”.

A aptidão física, portanto, foi o primeiro trunfo utilizado pelo homem para garantir o seu status, a sua posição de destaque, dentro da Pirâmide Social.

Com a mudança do Sistema Primitivo para o Sistema Absolutista, observaremos que o trunfo da aptidão física, até então utilizado pelo homem, perdeu a importância, vindo a ser substituído por um segundo trunfo, no caso, a terra, instrumento esse que assegurava ao Rei, seu único possuidor, o status social mais importante dentro da nova Pirâmide Social do Absolutismo. O conjunto de fenômenos que explicam em detalhes o momento exato em que se deu essa transição, veremos na quarta parte deste livro, onde trataremos da origem, apogeu e queda das pirâmides.

Vivemos, hoje, sob a égide do Sistema Capitalista, no qual o homem, dentro da Pirâmide Social, ocupa um status que lhe é conferido em função da posse de um terceiro trunfo, o capital. É por essa razão que, dentro do Sistema Capitalista, quem tem dinheiro (capital) ocupa o topo da pirâmide; e quem não tem, vive como pode, espremido na base, comendo as sobras do pão que o diabo amassou. Segundo esse critério de concessão de status social em função da posse do capital, de nada nos adianta sermos trabalhadores, honestos, inteligentes, solidários, competentes etc. Importa, sim, ter capital. E nem importa muito, sendo inclusive secundária, a forma como ele venha a ser obtido. Isso tem feito com que sejamos todos empurrados para os braços da corrupção, contrariando os nossos mais sagrados princípios de honestidade.

Sabem por que os nossos políticos encontram-se tão corrompidos? Porque quando se candidatam, já não o fazem pensando em servir ao interesse público, mas com a intenção premeditada de obter capital, ora através dos polpudos salários que eles mesmos aprovam nas leis, ora a através de propinas e outras vantagens oferecidas por grandes bancos e/ou empresas, quando não pela descarada apropriação indébita de valores pertencentes às entidades públicas, como Prefeituras, Estados e a própria União, entre outros.

O mérito será o quarto trunfo a ser adotado pelos homens dentro do novo Sistema. Sendo naturalmente decorrente de relevantes serviços prestados pelo cidadão à Sociedade, será o nível de reconhecimento e gratidão dessa Sociedade quem vai dizer da sua maior ou menor importância. Se verdadeiramente somos “O Sal da Terra”, segundo nos ensinou o Mestre, com certeza aqui nos encontramos para servirmos uns aos outros. Pois bem: será doravante esse serviço aos nossos semelhantes quem irá definir o status social de cada cidadão dentro da nova Pirâmide Social que denominamos Sistema do Mérito. Há nesse quarto trunfo algumas diferenças marcantes em relação aos demais trunfos. Nos três trunfos anteriores utilizados pelos homens observaremos a predominância do atendimento de necessidades básicas materiais, onde egoisticamente o homem priorizava a si próprio, indiferente aos interesses da Sociedade. No caso do mérito, estão na mesma medida tanto o interesse próprio como o da Sociedade (nossos semelhantes) o que nos leva ao cumprimento da Lei Maior que nos manda “Amar ao próximo como a nós mesmos”.

No Sistema do Mérito, veremos, mais adiante, que todas as Necessidades Básicas materiais (Fisiológicas e de Segurança) serão plenamente atendidas, predominando como determinantes do comportamento social as Necessidades Básicas de Auto-Estima e Auto-Realização.

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